Fim de tarde na Praça João Lisboa. O calor ainda dá seus sinais. Juca, de chapéu, abana um jornal. Judith chega já com cara de quem vem trazendo notícia quente.
Judith:
— Juca, tu perdeu foi o maior rebuliço do sábado de aleluia!
Juca:
— Mulher, aqui em São Luís até sábado santo tem confusão. O que foi dessa vez?
Judith:
— Pois uma deputada aí… conhecida como “Butano”… se descontrolou num evento de igreja e acabou agredindo um fiel.
Juca:
— Eita lasqueira! Logo em evento de igreja? Era pra ser paz, oração… virou foi UFC?
Judith:
— Pois é! Dizem que o clima esquentou e ela perdeu a linha. Não teve “amém” que segurasse.
Juca:
— Rapaz… política já anda quente, mas levar isso pra dentro de evento religioso? Aí já é demais, né não?
Judith:
— E o povo ficou sem entender nada. De um lado, oração… do outro, confusão. Foi um “mistério da fé” diferente.
Juca:
— Isso aí não é postura de autoridade, não. Quem ocupa cargo público tem que ter controle. Não pode sair por aí no “modo explosivo”.
Judith:
— Explosivo mesmo, viu? O apelido já é Butano… e pelo visto entrou em combustão.
Juca:
— (ri) Ô Judith, tu não presta! Mas falando sério, isso pega mal demais. Ainda mais sendo figura pública.
Judith:
— Pega mal e pega feio. Porque o povo espera exemplo, não espetáculo.
Juca:
— E num sábado de aleluia… era pra ser reflexão, acabou sendo repercussão.
Judith:
— Agora aguenta, né? Porque rede social não perdoa. Já já tem vídeo, meme e análise de todo lado.
Juca:
— No fim das contas, Judith, fica a lição: quem não se controla, acaba virando notícia… e das piores.
Judith:
— E como diz o povo daqui: “quem se exalta demais, depois se aperta”.
Os dois ficam em silêncio por um instante, olhando o movimento da praça, enquanto mais um episódio da política maranhense vira assunto obrigatório no banco mais famoso do Centro.
