O nome de Prince Andrew, também conhecido como Andrew Mountbatten-Windsor, voltou ao centro do noticiário internacional após a divulgação de novos documentos ligados às investigações sobre o financista americano Jeffrey Epstein.
Os arquivos, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, incluem imagens e trocas de e-mails que mencionam uma conta identificada como “O Duque”, supostamente associada ao ex-Duque de York. O material integra um conjunto de milhões de documentos relacionados às investigações do caso Epstein, que morreu na prisão em 2019.
O que mostram os documentos
Entre os registros divulgados estão e-mails datados de agosto e setembro de 2010 que indicam convites para jantares e encontros em Londres. Em uma das mensagens, Epstein menciona a possibilidade de apresentar ao “Duque” uma mulher russa de 26 anos.
Os e-mails não indicam irregularidades diretas, mas reforçam a manutenção de contato entre Andrew e Epstein mesmo após a primeira condenação do financista, ocorrida em 2008, por aliciamento de menor na Flórida.
Também foram divulgadas imagens cujo contexto não foi oficialmente detalhado pelas autoridades americanas. Até o momento, não há confirmação independente sobre a autenticidade ou circunstâncias exatas das fotos.
Histórico da relação com Epstein
A relação entre Andrew e Epstein já havia provocado forte repercussão pública nos últimos anos. Em 2022, o príncipe fechou um acordo civil com Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando tinha 17 anos. O acordo foi firmado sem admissão de culpa por parte de Andrew.
Além disso, a associada de Epstein, Ghislaine Maxwell, foi condenada nos Estados Unidos por tráfico sexual de menores.
Andrew sempre negou qualquer irregularidade e afirmou não ter conhecimento de atividades ilícitas cometidas por Epstein.
Perda de títulos e afastamento da vida pública
Após a crise envolvendo seu nome, Andrew foi destituído de seus títulos militares e patronatos reais, decisão tomada durante o reinado de Charles III. Ele deixou de exercer funções oficiais da família real britânica e passou a atuar apenas como cidadão privado.
Até o momento, não há confirmação oficial de acusação criminal formal contra Andrew relacionada aos novos documentos divulgados.
Repercussão internacional
A nova divulgação reacendeu o debate sobre o alcance das investigações do caso Epstein e sobre figuras públicas que mantiveram relação com o financista antes de sua prisão definitiva.
Especialistas em direito internacional destacam que a publicação de documentos não implica automaticamente em responsabilização criminal, sendo necessária análise formal das autoridades competentes.
