A Polícia Civil do Maranhão confirmou que o assassinato da influenciadora digital Adriana Oliveira, de 27 anos, foi um caso de feminicídio. A jovem foi executada com tiros no rosto dentro de sua residência, em Santa Luzia, no último sábado (15). O crime, que chocou a comunidade local e gerou grande repercussão nas redes sociais, teve como principais suspeitos o marido e o sogro da vítima, ambos já presos.
De acordo com as investigações, Adriana foi morta por um homem que invadiu sua casa em uma motocicleta e efetuou os disparos. O marido da influenciadora estava presente no momento do crime, mas não foi ferido. Inicialmente, ele relatou que o autor fugiu logo após o ataque. No entanto, depoimentos contraditórios e evidências levantadas pela polícia levaram à prisão do marido e do sogro, que são apontados como os responsáveis por planejar o assassinato.
A polícia também revelou que Adriana havia enviado áudios a familiares dias antes do crime, relatando medo e mencionando que estava sendo vigiada pelo sogro. Essas mensagens foram usadas como provas no caso. Os celulares dos suspeitos foram apreendidos para perícia, e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para esclarecer os detalhes do crime.
O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão destacou que o caso está sendo tratado com prioridade e que as investigações continuam para garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. O corpo de Adriana foi submetido a perícia em São Luís antes de ser velado em Santa Luzia, onde centenas de pessoas acompanharam o cortejo em um clima de comoção.
O feminicídio de Adriana Oliveira reacende o debate sobre a violência contra as mulheres no Brasil, destacando a necessidade de medidas mais eficazes para proteger vítimas em situações de risco. Enquanto isso, a comunidade de Santa Luzia permanece abalada, aguardando respostas e justiça para o caso.