Mesmo diante da gravidade do caso, por que o investigado estava em liberdade?
Essa é a pergunta que voltou a ser feita por muitos maranhenses após o ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon, Alberto Luiz Freitas Monção, investigado por estupro de vulnerável contra crianças, romper a tornozeleira eletrônica e passar a ser considerado foragido.
O caso, que provocou forte comoção no Maranhão, ganhou um novo capítulo após o investigado abandonar o equipamento de monitoramento eletrônico no terminal rodoviário de Timon.
Alberto havia sido preso em 27 de maio, suspeito de abusar sexualmente de uma criança de apenas 3 anos, aluna da creche onde trabalhava. Com o avanço das investigações, outras famílias procuraram a polícia relatando situações semelhantes envolvendo seus filhos.
Apesar da prisão inicial, ele foi colocado em liberdade por decisão judicial após o juiz Rogério Monteles, da 1ª Vara Criminal de Timon, entender que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal. Na decisão, o magistrado afirmou que a prorrogação concedida para a conclusão das investigações extrapolou os limites previstos no Código de Processo Penal, afastando os fundamentos que justificavam a manutenção da prisão preventiva. Como medida cautelar, foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica.
A investigação começou após um laudo pericial confirmar a violência contra uma criança de 3 anos. Depois da divulgação do caso, diversas mães compareceram à Delegacia Especial da Mulher de Timon. Segundo a delegada Lorena Alves, novos relatos passaram a ser investigados, incluindo meninos que apresentaram mudanças de comportamento e meninas que, conforme as famílias, poderiam apresentar sinais físicos compatíveis com abuso.
Diante da repercussão, a Prefeitura de Timon exonerou Alberto Luiz Freitas Monção e afastou toda a direção da creche. O município também decretou intervenção na unidade e disponibilizou acompanhamento psicológico para funcionários, pais e responsáveis pelas crianças.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o servidor atuava na rede municipal havia 11 anos e não possuía registros de denúncias anteriores.
Agora, após romper a tornozeleira eletrônica, Alberto Luiz Freitas Monção é considerado foragido, e as forças de segurança realizam buscas para localizá-lo.
O caso reacende um debate que mobiliza a sociedade: como um investigado em um processo de tamanha gravidade, com laudos periciais e outros elementos sendo analisados pela investigação, acabou respondendo ao processo em liberdade por uma questão processual?
O Blog da Mônica continuará acompanhando o caso e trará novas informações sobre as investigações e as buscas pelo foragido.
