São Luís, Maranhão – Cuidadores e monitores escolares da rede municipal de São Luís estão enfrentando uma série de desafios críticos em suas funções. Segundo relatórios do Sindeducação, houve um aumento significativo no número de alunos com necessidades especiais matriculados, enquanto a quantidade de tutores permanece insuficiente.
Os profissionais relatam estarem sobrecarregados devido ao número crescente de alunos neuroatípicos e à falta de infraestrutura adequada nas escolas. Condições de trabalho precárias, a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e remunerações abaixo do salário mínimo são algumas das principais queixas. A situação levou as categorias a considerar uma paralisação ou greve como última alternativa.
Falta de Infraestrutura e EPIs: Muitos cuidadores são obrigados a utilizar sacos plásticos e luvas compradas com recursos próprios para manter a higiene dos alunos, pois diversas escolas não possuem banheiros adaptados. Além disso, esses profissionais enfrentam exposição diária a fezes, secreções, urina, vômitos e sangue, sem receber adicional de insalubridade.
Redução de Servidores: A remuneração abaixo do salário mínimo resultou em uma redução significativa no número de cuidadores e monitores escolares na rede municipal. Muitos profissionais relatam adoecimento devido às condições de trabalho adversas.
Reivindicações: As categorias pedem atenção urgente da gestão municipal às suas reivindicações, que incluem melhorias nas condições de trabalho, fornecimento de EPIs adequados, e revisão salarial. A promoção vertical, um direito previsto em lei, permanece estagnada dentro dos órgãos competentes há anos.
“Precisamos que a gestão Municipal de São Luís nos ouça e atenda as nossas reivindicações porque estamos adoecendo,” apelam os cuidadores e monitores, destacando a importância de suas funções no progresso escolar e na inclusão de alunos atípicos.